sexta-feira, 6 de maio de 2016

Trabalho infantil no Brasil

                                                                

Trabalho Infantil no Brasil


O trabalho infantil no Brasil ainda é um grande problema social. Milhares de crianças ainda deixam de ir à escola e ter seus direitos preservados, e trabalham desde a mais tenra idade na lavoura, campo, fábrica ou casas de família, em regime de exploração, quase de escravidão, já que muitos deles não chegam a receber remuneração alguma. Hoje em dia, em torno de 4,8 milhões de crianças de adolescentes entre 5 e 17 anos estão trabalhando no Brasil, segundo PNAD 2007. Desse total, 1,2 milhão estão na faixa entre 5 e 13 anos.
Apesar de no Brasil, o trabalho infantil ser considerado ilegal para crianças e adolescentes entre 5 e 13 anos, a realidade continua sendo outra. Para adolescentes entre 14 e 15 anos, o trabalho é legal desde que na condição de aprendiz.

Crianças que trabalham


O Peti (Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil) vem trabalhando arduamente para erradicar o trabalho infantil. Infelizmente mesmo com todo o seu empenho, a previsão é de poder atender com seus projetos, cerca de 1,1 milhão de crianças e adolescentes trabalhadores, segundo acompanhamento do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos). Do total de crianças e adolescentes atendidos, 3,7 milhões estarão de fora.

Ao abandonarem a escola, ou terem que dividir o tempo entre a escola e o trabalho, o rendimento escolar dessas crianças é muito ruim, e serão sérias candidatas ao abandono escolar e consequentemente ao despreparo para o mercado de trabalho, tendo que aceitar sub-empregos e assim continuarem alimentando o ciclo de pobreza no Brasil.

Sabemos que hoje em dia, a inclusão digital (Infoinclusão) é de extrema importância. Além da conclusão do ciclo básico de educação, e da necessidade de cursos técnicos, e da continuidade nos estudos, o computador vem se tornando fundamental em qualquer área de trabalho.

Desde que entrou em prática, no final de novembro de 2005, o projeto de inclusão digital do governo federal, Computador para Todos - Projeto Cidadão Conectado registrou mais de 19 mil máquinas financiadas. Programas do Governo Federal juntamente com governos estaduais, pretendem instalar computadores e acesso a internet banda larga em todas escolas públicas até 2010. Com isso esperam que o acesso a informações contribuam para um melhor futuro às nossas crianças e adolescentes.

Alunos:Kailan,Micheli,Misael e Rubiana.
PROF:Kerli Bittencourt

Resumo do filme: Crianças Invisíveis 1

  FILME CRIANÇAS INVISÍVEIS 1


O filme Crianças Invisíveis retrata sete realidades em sete países diferentes e a questão é que o cenário destes personagens infanto-juvenis revela histórias curtas, mas todas com grande profundidade no decorrer do mundo das crianças dos respectivos países.
As crianças retratadas pertencem a países diferentes entre si, principalmente no que diz respeito à realidade socioeconômica, mostra também deforma nua e crua a relação destes personagens com seus pais, isto quando esta relação existe.
As questões pertinente em todas as histórias fazem parte de um abandono e descaso de famílias mal estruturadas que envolve o poder de mandar, a pobreza, a situação indefesa da criança que se torna presa fácil de ser dominada por ser um “ser” pequeno, sem forças e exploradas por seus próprios pais, ou poralgum aliciador que lhes oferecem um pouco de prazer juvenil no caso, brincadeiras de crianças.
Estas crianças, que se relacionam com o mundo atual, tão agressivo, que são induzidas a prática de ações ilícitas, devido ao mundo perverso e consumista, que desde cedo joga uma série de escolhas em cima do futuro jovem do mundo.
No cenário de Crianças Invisíveis também ocorre além da violência das crianças da África que desde cedo convivem com armas não se importando viver ou morrer, os personagens ciganos que aliciam e ensinam seus filhos a roubarem para sustentar os vícios de seu pai, não dandonenhuma oportunidade ao filho que quer se regenerar na sociedade,https://www.youtube.com/watch?v=IxmBRrbEhFA&hd=1

Formado por 7 curtas realizados no Brasil, Itália, Inglaterra, Sérvia, Burquina Faso, China e Estados Unidos. O projeto de Crianças Invisíveis foi criado para despertar a atenção para o sofrimento das crianças em situações difíceis por todo o mundo. Todos os diretores trabalharam de graça ao realizar seus curtas para Crianças Invisíveis. Parte da renda do filme será destinada para a Unicef e para o Programa Mundial contra a Fome. Exibido na mostra Panorama do Cinema Mundial, no Festival do Rio 2005.


Aluno: Thais,Gyovana,Daizy,Sergio.
Prof: Kerli Bittencourt.
8° II
                             

Índice do trabalho infantil 2013 no Brasil 

Aluno:Luis José Becker     professora:Kerli Bittencourt

número de trabalhadores com idade entre 5 A 17 anos no brasil no ano de 200

                                                                
Aluno:Lucas Taufenbach

Exploraçao do trabalho infantil no Brasil e no mundo

Exploração do trabalho infantil no Brasil e no mundo


aluno:Kauan Borges,Andressa Padilha,André Nunes

Eu Quero Estudar

                                                 

“Eu quero estudar”, diz Iara, empregada doméstica desde os 14 anos


Iara*, 18 anos, e Cenira Sarmento, 66, viveram experiências parecidas quando adolescentes. Elas não tiveram o luxo de levar bronca dos pais pela bagunça do quarto, como acontece com as meninas dessa idade. Aos 14 anos, eram elas que arrumavam a bagunça dos outros. Apesar da diferença de gerações, as duas tiveram a mesma sina: foram enviadas por seus pais para trabalhar como empregadas domésticas em Belém como continua a acontecer com muitas meninas do interior do Pará.
Iara tinha 14 anos quando deixou a casa da família em Viseu (305 quilômetros da capital). Cenira tinha 10 quando saiu de São Caetano de Odivelas (110 quilômetros de Belém). Embaladas pela expectativa de um futuro melhor graças aos estudos na capital, desembarcaram assustadas na cidade onde não conheciam ninguém. Foram direto para a casa onde trabalhariam, morariam e aprenderiam lições mais duras do que a rotina diária de limpar a casa, lavar a roupa, fazer o almoço, lustrar a prata.
O  primeiro ensinamento foi sobre disciplina rígida. Iara não gosta de lembrar dos gritos que a humilhavam quando esquecia de limpar um canto da casa. Cenira levava cascudos, quando errava o lugar da louça.
Nas tardes em que Iara insistia em ir à escola, a patroa ralhava e cinicamente ameaçava chamar o conselho tutelar. “Trabalho infantil é crime, tu quer prejudicar seus pais?”. A menina se calava. Como ela, que não tinha nem documento de identidade, poderia argumentar sobre a interpretação das leis? E assim recebia o segundo ensinamento: a submissão.
Lição que era reforçada no cotidiano, até nos “conselhos” que recebia dos patrões. Iara ganhava 100 reais mensais para trabalhar das 6 horas da manhã até a meia noite, de segunda a domingo. Quando falava sobre o desejo de cursar uma faculdade, ouvia da patroa: “Para com isso, menina, pobre tem que se conformar com o seu lugar”.
Cenira, que cresceu em um tempo ainda mais duro com as trabalhadoras domésticas, também recebia aulas diárias sobre o “seu lugar”. Dos 10 aos 15 anos, comia os restos da comida da família, vestia-se com as roupas usadas pelas crianças de quem cuidava e dormia em um quartinho no fundo do quintal. Esse era o seu pagamento pelo trabalho diário.
Mas ela não reclama da sorte: “Sei que fui lambaia [escrava], eu tirava sangue pra fazer tudo naquela casa, cansei de lavar vaso sanitário com as mãos. Mas aprendi o serviço, depois tive orgulho de virar arrimo da minha família”. E conclui com a voz firme da convicção: “Eu acho um absurdo essa lei que criança não pode trabalhar. Trabalhar é bom, não mata ninguém”.
Seu jeito de pensar reflete a opinião de grande parte da população paraense, para quem trabalhar cedo pode ser uma parte importante da formação. E ajuda a explicar porque Iara e Cenira, que nasceram com quase 40 anos de distância, viveram experiências ainda bastante parecidas.
Mas há ao menos uma diferença fundamental entre as duas trajetórias, que pode determinar destinos distintos para as duas.
Cenira só começou a estudar aos 38 anos, quando sua filha também já trabalhava como doméstica. Já Iara, apesar das proibições da patroa, sempre esteve matriculada na escola. Mesmo com mais faltas do que presenças, no contato com colegas e professores ela descobriu que poderia escolher uma profissão diferente daquela que a aprisionava.
Por isso tem planos para o futuro, por enquanto sonhos, que revelam como conseguiu subverter as lições da patroa: “Vou cursar faculdade de direito. Quero ser advogada para dar conforto aos meus pais, pagar a faculdade dos meus irmãos e defender as crianças que são exploradas por adultos, como eu fui”, diz.

Alunos: Kailan, Micheli, Misael e Rubiana
Prof: Kerli Bittencourt
8° II

Índice de trabalho infantil no Brasil

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